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Teoria do Covarde - Para José Geraldo

Essa teoria é uma vertente do Dilema do Prisioneiro, onde 2 jogadores enfrentam um dilema, sendo que de acordo com a decisão pessoal de cada um deles, os dois terão consequências diferentes. Suponha que dois motoristas estão dirigindo um em direção ao outro, prestes a colidir. As opções possíveis são desviar ou seguir para colisão. O motorista que desviar, será o covarde e perde a aposta, enquanto o que continuou o trajeto será o corajoso e consequente vencedor . Entretanto, um deles deve desviar, ou ambos morrerão com a batida; se os dois desviarem, serão ambos covardes. O problema é que um não sabe qual será o movimento do outro, e o jogador que se mostrar mais convincente e impassível provavelmente ganhará o jogo. Então, qual seria a melhor estratégia?

Essa teoria pode ser vista na prática em muitas empresas, mas também podemos observá-la comportamentalmente no nosso dia-a-dia. É uma questão atual, como no caso dos testes nucleares da Coréia do Norte: até a atual mudança de presidentes nos EUA, o líder norte-coreano Kim Jong-il nunca ousou sequer testar uma bomba no Pacífico - e qual o motivo? O Bush filho, tão louco quanto Jong-il, mostrava-se uma ameaça maior para o coreano, caso este decidisse por tentar tal ato. Foi considerado por Bush um dos países compreendidos no "eixo do mal". Ou seja, ambos estavam numa trajetória prestes a colisão, porém resolveram optar pela alternativa do desvio. Agora, com a atual presidência de Barack Obama, Jong-il sentiu uma ameaça menor, até porque o presidente norte-americano mostra-se totalmente pacífico contra ataques nucleares. O norte-coreano eliminou todos os riscos que, no mandato anterior ao de Obama, poderia vir a ser uma bravata contra seu país. É reconhecido internacionalmente como sendo o chefe de estado mais totalitário da atualidade, fazendo o Japão, a Inglaterra e os Estados Unidos dançarem de acordo com sua música. A Coréia do Norte está utilizando a sua maior arma de defesa: a habilidade política de seu "querido líder", extremamente astuto e convincente, fazendo com que os outros países desviem da trajetória antes que este desvie.

Hoje, eu vejo essa estratégia sendo usada por muitas, mas muitas pessoas que conheço. "Chefes de família" que se utilizam da coação para conseguirem o que querem, jogando o carro para cima de pessoas que nada têm a ver com assunto ou entregando o volante para outras que ainda nem sequer tiraram a carteira de habilitação. Esses sim, são os verdadeiros covardes. Abusam do poder por possuírem tal posição privilegiada e sustentam-se nesse patamar através da incerteza e do medo dos menos influentes.
Daí vem a maldade derivada dessa pujança forçada: impedir que alguém efetue sua potência. A potência de possuir a liberdade de escolher seus próprios caminhos e poder regozijar-se por ter chegado onde está.
Cabe a essas pessoas o mínimo de pensamento moral em saber até que ponto a conquista do poder pode ser um atributo - ela pode ruir tudo que foi construído durante toda uma vida.

"Covarde não é aquele que evita um combate, covarde é aquele que mesmo sabendo que é superior, luta e fere o mais fraco."

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