terça-feira

C'est Moi.

    O meu olhar é nítido como um girassol.
    Tenho o costume de andar pelas estradas
    Olhando para a direita e para a esquerda,
    E de vez em quando olhando para trás...
    E o que vejo a cada momento
    É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
    E eu sei dar por isso muito bem...
    Sei ter o pasmo essencial
    Que tem uma criança se, ao nascer,
    Reparasse que nascera deveras...
    Sinto-me nascido a cada momento
    Para a eterna novidade do Mundo...
    Creio no mundo como num malmequer,
    Porque o vejo. Mas não penso nele
    Porque pensar é não compreender...

    O Mundo não se fez para pensarmos nele
    (Pensar é estar doente dos olhos)
    Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

    Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
    Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
    Mas porque a amo, e amo-a por isso
    Porque quem ama nunca sabe o que ama
    Nem sabe por que ama, nem o que é amar...

    Amar é a eterna inocência,
    E a única inocência não pensar...

sexta-feira

Antigos


Cidadão kane
11 homens e um segredo
Aventura em martinica
The big sleep
A doce vida
All About Eve
Bring me the head of Alfredo Garcia
Night of the living dead (1968)
Gata em teto de zinco quente
Casablanca
Grande Hotel
O Falcão Maltês
Gigi
Dr. Jivago
Summer of 42
A vida é bela
Breakfast at Tiffany's

quinta-feira

Tatuagem

Jack Rudy
Bob Tyrrell
André Rodrigues, Robert Hernandez, Kari Barba
Bacon
Tim hendricks

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Brian Gomes, Jondix Mahashakti, Adrian Edek, Oderus, Jee Sayalero, Thomas Hooper, Nazareno Tubaro, Tomas Thomas

terça-feira

Últimos livros lidos - junho

O código da Vinci
Romeu e Julieta
Brumas de Avalon - todos
Yakuza Moon
Clube da Luta
O Poderoso Chefão
Silmarillion
Os Filhos de Húrin
Foi um ano ruim
O Hobbit
Quando o amor transpõe o oceano 

Filmes Coreanos

Oldboy
Mrs. Vengence
I saw the devil
Shi Gan
The Chaser
Thirst
The Host
Mother
Bittersweet life

sexta-feira

Favoritos

Pulp Fiction
Fight Club
Constantine
Amercian History X
Amadeus
Beleza Americana
A.I.
Trainspotting
Dallas 362
Schindler's List
Uma mente brilhante
O Segredo de Beethoven
Godfather
Apocalypse Now
Platoon
Os miseráveis
A viagem de Chihiro
Irreversível
Um estranho no ninho
Gangues de Nova York
Oldboy
Fale com ela
Tragam-me a cabeça de Alfredo Garcia
Silent Hill
Quase todos de época que vejo


segunda-feira

Sonho 05/09/11

O sonho é interrompido abruptamente por uma erupção ácida subindo pelo esôfago e irrompendo nos lábios. Vira-se a tempo de não sujar os lençóis. Olha para a esquerda e encontra seu sobrinho, ainda dormindo, na cama ao lado. Sente o chão gelado de mármore com seus dedos finos e tateia cegamente as paredes em direção ao banheiro, ainda desacostumado aos primeiros raios da manhã. Vira o resto de Scotch que o esperava à beira da pia enquanto fita o rosto puído e oriental no espelho. Cambaleando até a varanda, acende um cigarro e encara a janela ao lado. Dois escarpins de rosto desconhecido envolvendo o corpo flácido de seu vizinho. Vira os olhos para o horizonte nascente e dá uma longa e profunda tragada enquanto inicia os primeiros raciocínios da manhã. "- Escarpins vermelhos...". Torna a cabeça para a janela e, para seu espanto, nada de escarpins - apenas seu colega peludo e nojento ao som do tictac frenético de sapatos fugitivos correndo pelo assoalho inimigo. Arremessa o cigarro e corre para o hall do andar, acompanhando os passos apressados da mulher invisível. Escancara violentamente a porta com e encontra os escarpins, as longas pernas abauladas e coxas envoltas por um vestido, também cor de sangue, amassado, culpado. Aqueles malditos cabelos negros, desgrenhados como sua fúria e olhos que procuravam lhe arrostar, em vão.
Alí, sua mulher, sua Pandora, sua ruína.